Não quero te dizer meu nome
Quero que não me saiba a idade
Mas, conheço o seu sobrenome
Sei o número da sua identidade
Você só me conhece como aquele
Que aos domingos desfila de preto
No entanto, um dia, serei um daquele
Que deleitará no seu leito
Não importa eu te espero
Basta você descobrir
Que eu te namoro, é sério
E, para os meus braços vir
Passa por mim e não consegue ver
Os nossos filhos brincando
Os seus pais me atormentando
Na casa que poderíamos Ter
Mas quando acordo tu passas
Com seu charme e seus fãs
Minha tarde tornasse manhã
Mas sempre serás a minha caça
Zanna e Muriel
quarta-feira, 13 de maio de 2009
terça-feira, 12 de maio de 2009
A vida diante do morto 08/01/2007
Amo, e esta esperança é a única, a última
Que poderá, fará, levantar desta catacumba
Em que há muito tempo estou enterrado
Inteiro? – não!!! – só até o pescoço
Para poder ver o quanto sobra de mim
Não sobra nada de mim
Não sobra nada de ninguém
Todos estão corrompidos e a pureza
.Toda a pureza, se esconde atrás dos sonhos de criança
Que, há muito, deixamos de sonhar
Não há mais sonho
Só eu, atolado até o pescoço
Vendo a vida bailar
Bailar, já bailei tanto, nem imaginas como bailei
Esses pés, descalços, enterrado
São pés vivos - já não sei se estão –
Que hão de testemunhar o quanto bailei..
Mas já os sinto mortos
Mortos, pois o coração já não bate mais
É um simples pulsar retumbante em meu peito
Sem vida, contudo, ritmado
Um ritmo que faz a vida dançar
E ela dança
Dança comigo, até o pescoço enterrado
Zombando de mim, dança com sua frivolidade
Dos passares dos anos em minha vista
Seu instante máximo de prazer
Baixo meu queixo
Para não ver o dançar da vida.
Francisco Muriel
Que poderá, fará, levantar desta catacumba
Em que há muito tempo estou enterrado
Inteiro? – não!!! – só até o pescoço
Para poder ver o quanto sobra de mim
Não sobra nada de mim
Não sobra nada de ninguém
Todos estão corrompidos e a pureza
.Toda a pureza, se esconde atrás dos sonhos de criança
Que, há muito, deixamos de sonhar
Não há mais sonho
Só eu, atolado até o pescoço
Vendo a vida bailar
Bailar, já bailei tanto, nem imaginas como bailei
Esses pés, descalços, enterrado
São pés vivos - já não sei se estão –
Que hão de testemunhar o quanto bailei..
Mas já os sinto mortos
Mortos, pois o coração já não bate mais
É um simples pulsar retumbante em meu peito
Sem vida, contudo, ritmado
Um ritmo que faz a vida dançar
E ela dança
Dança comigo, até o pescoço enterrado
Zombando de mim, dança com sua frivolidade
Dos passares dos anos em minha vista
Seu instante máximo de prazer
Baixo meu queixo
Para não ver o dançar da vida.
Francisco Muriel
Sem amor (13/04/2007)
Tenho poesia dentro de mim
Quero libertar-me da poesia
Vomitar, por aí, poesia, nos postes das esquinas
No banheiro limpo dos shopping’s
Sujar o chão, a privada e a porta com minha poesia
Tenho poesia dentro de mim
Que teima em não sair e me engasga
Como numa ressaca, o gosto férreo
Sinto o gosto amargo da poesia em minha boca
Tal qual boldo preso na garganta
Tenho poesia dentro de mim
Quero fazer uma cirurgia
Quero libertar para sempre a poesia
Livrar os pensamentos e angústias
Deixar que vaguem soltos nos campos
Quero livrar-me das poesias
Que dentro de mim estão mortas
Quero colocar dentro de mim outra lírica
Nestas horas que parecem passar tortas
Francisco Muriel
Quero libertar-me da poesia
Vomitar, por aí, poesia, nos postes das esquinas
No banheiro limpo dos shopping’s
Sujar o chão, a privada e a porta com minha poesia
Tenho poesia dentro de mim
Que teima em não sair e me engasga
Como numa ressaca, o gosto férreo
Sinto o gosto amargo da poesia em minha boca
Tal qual boldo preso na garganta
Tenho poesia dentro de mim
Quero fazer uma cirurgia
Quero libertar para sempre a poesia
Livrar os pensamentos e angústias
Deixar que vaguem soltos nos campos
Quero livrar-me das poesias
Que dentro de mim estão mortas
Quero colocar dentro de mim outra lírica
Nestas horas que parecem passar tortas
Francisco Muriel
Última Poesia – P/ F (nos primeiros dias da Segunda semana de Março)
Minha Vontade era ir
Ir por aí, pelos portos
Gritar para mim mesmo
Que “mim” está morto
Dizer que a paixão
Foi de mim algoz
Pois juntos do amor
Vieram muitos agregados
Vida e morte
E, muitos outros passados
Tiram de mim coisas belas
Só me deixando rápidos-raros
Momentos de prazer
Virgilius Dantescus
Ir por aí, pelos portos
Gritar para mim mesmo
Que “mim” está morto
Dizer que a paixão
Foi de mim algoz
Pois juntos do amor
Vieram muitos agregados
Vida e morte
E, muitos outros passados
Tiram de mim coisas belas
Só me deixando rápidos-raros
Momentos de prazer
Virgilius Dantescus
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Avenida Atlântica(30/04/09)
De fundo o Atlântico
Foi assim que me apareceu
Tão linda, toda meiga
Coisas dignas de um Deus
Com seu bequininho de bolinha
Fazendo o símbolo da paz
Fazendo um biquinho
Que até hoje ninguém faz
Com a praia aos seus pés
Contrastando sua beleza
O contraste era tanto
Que se fundiu com a natureza
Fez do mundo uma coisa só
Aquilo que eu sempre quis
Passou depressa, rapidinho
Mas seu passar me fez feliz.
Francisco Muriel
Foi assim que me apareceu
Tão linda, toda meiga
Coisas dignas de um Deus
Com seu bequininho de bolinha
Fazendo o símbolo da paz
Fazendo um biquinho
Que até hoje ninguém faz
Com a praia aos seus pés
Contrastando sua beleza
O contraste era tanto
Que se fundiu com a natureza
Fez do mundo uma coisa só
Aquilo que eu sempre quis
Passou depressa, rapidinho
Mas seu passar me fez feliz.
Francisco Muriel
Soneto(in Baladas Lírica) 18*03*2009
Por minhas mãos esculpidas
Pela paixão criada
Por Deus, filha, tida
Dos anjos namorada
Olhos verdes de mel
Um lábio desenhado
Na terra um pedaço de céu
Um ser divino a ser amado
Por essa minha vida te juro
Por mais que isso seja duro
Far-te-ei feliz
Mesmo que vague no escuro
De todos os males me curo
Só por você, mulher que eu fiz;
Francisco Muriel
Pela paixão criada
Por Deus, filha, tida
Dos anjos namorada
Olhos verdes de mel
Um lábio desenhado
Na terra um pedaço de céu
Um ser divino a ser amado
Por essa minha vida te juro
Por mais que isso seja duro
Far-te-ei feliz
Mesmo que vague no escuro
De todos os males me curo
Só por você, mulher que eu fiz;
Francisco Muriel
Mulher
Há um sibilo na voz da mulher
Algo que soa como o canto dos pássaros
Ou que se assemelha às cigarras
Pouco antes de sua morte
Há uma alvidez na pele da mulher amada
Que poderia muito bem ser
Inserida na névoa Simbolista
Ou até mesmo ser mote de Cruz e Souza
Há uma perfeição indefinível no linear de seus lábios
Róseos, ora claros, ora rubros
Que ao entreabrir-se para um sorriso
Desfalece-me no íntimo do ser
Há um ritmo único no quadril de toda mulher
Que embalam os sonhos
De muitos homens
E hoje, na era moderna,
Até de muitas mulheres
Há um plicar verdejante nos olhos da mulher que amo
Que como a flecha do deus alado
Transpassa e nos fere para todo o sempre
Mas deixa sempre o bom gosto do amor
Há algo invejável na sua atitude
Na sua segurança insegura
Que ora menina, ora mulher
Nos faz meninos eternos
Pueris, com nossa ingenuidade
Frente ao monumento que se edifica
Ó mulher! És filha dos deuses ou de Deus?
És santa, e santificada seja sempre.
Algo que soa como o canto dos pássaros
Ou que se assemelha às cigarras
Pouco antes de sua morte
Há uma alvidez na pele da mulher amada
Que poderia muito bem ser
Inserida na névoa Simbolista
Ou até mesmo ser mote de Cruz e Souza
Há uma perfeição indefinível no linear de seus lábios
Róseos, ora claros, ora rubros
Que ao entreabrir-se para um sorriso
Desfalece-me no íntimo do ser
Há um ritmo único no quadril de toda mulher
Que embalam os sonhos
De muitos homens
E hoje, na era moderna,
Até de muitas mulheres
Há um plicar verdejante nos olhos da mulher que amo
Que como a flecha do deus alado
Transpassa e nos fere para todo o sempre
Mas deixa sempre o bom gosto do amor
Há algo invejável na sua atitude
Na sua segurança insegura
Que ora menina, ora mulher
Nos faz meninos eternos
Pueris, com nossa ingenuidade
Frente ao monumento que se edifica
Ó mulher! És filha dos deuses ou de Deus?
És santa, e santificada seja sempre.
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